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Convênio impede exploração funerária

Secretaria:
Prefeito
Maria Regina Teixeira
28/11/2006 00:00
A importância de um convênio governamental pode ser medida pelos fatos que o envolva. Dona Idália Maria de Jesus parecia ser apenas uma dentre as pessoas participantes da solenidade de assinatura de um convênio entre as prefeituras de Embu, administrada por Prefeito, e Taboão da Serra, pelo Dr. Evilásio Farias. Mas a líder comunitária dos Jardins Escândia e Panorama e voluntária social, há 30 anos residente em Taboão, aguardava ansiosa a assinatura dos prefeitos das duas cidades para ajudar no encaminhamento de mais um entre tantos sepultamentos com os quais já colaborou. Informada a respeito do convênio, ela pediu à família que o corpo fosse mantido no Instituto Médico Legal (IML) local até a assinatura do documento. Antes, a família já havia procurado a funerária de Taboão e sentira-se lesada. "Com essa parceria que está sendo feita entre os prefeitos a população vai ficar grata", disse Idália.

A partir do Convênio de Cooperação Mútua entre Municípios firmado na manhã desta segunda-feira, 27/11, o serviço funerário municipal de Embu pode tratar dos casos de falecimentos ocorridos na cidade vizinha. Para a população mais pobre de Taboão é o fim de um período de humilhação, exploração e sofrimento que não era restrito à perda de um ente querido, mas aos custos extorsivos e à péssima qualidade do serviço funerário da cidade até então monopolizado por uma empresa privada. Os relatos vão desde o fornecimento de caixões funerários de papelão a modelos vendidos a R$ 700 em Taboão que poderiam ser comprados a R$ 200 em Embu.

Aprovado pelas Câmaras Municipais de ambas cidades, o convênio no setor funerário é um fato histórico disseram prefeitos, secretários municipais e vereadores presentes. Segundo Prefeito, é preciso avançar nas questões envolvendo os municípios, sem politicagem e egoísmo. As parcerias com a iniciativa privada são necessárias, mas o Estado deve manter sob seu controle serviços essenciais, como nesse caso, e não deixar que outros decidam as regras. "Precisamos de parcerias públicas e privadas para melhorarmos os serviços e o atendimento a toda população", defende o prefeito de Embu.

Taboão teve a iniciativa de formalizar o convênio por viver na pele os efeitos de uma espécie de "máfia" que se instalou no setor funerário, terceirizado pela administração anterior. Segundo Evilásio Farias, há diversas maneiras de se governar uma cidade: há quem prefira obras, que nem sempre vão de encontro ao interesse público; para outros as obras fazem parte, mas existem as obras do povo. "Hoje estamos fazendo algo que pode parecer simples, mas é simbólico e emblemático. Os cidadãos vão deixar seu calvário na hora em que falecer um ente querido", afirmou o prefeito.

Assinado o documento, dona Idália deixou rapidamente a cerimônia. Foi direto para o Cemitério dos Jesuítas em Embu com familiares da pessoa falecida para acertar o sepultamento, tendo a oportunidade de fazê-lo em condições dignas.



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