Diagnóstico da APA Embu Verde para Plano de Manejo

Secretaria:
Meio Ambiente
Amlurb
Alex Natalino
11/12/2014 00:00

O diagnóstico ambiental, parte dos estudos do Plano de Manejo da Área de Preservação Ambiental (APA) Embu Verde, foi apresentado na terça-feira (9/12) no Parque Francisco Rizzo pela Ferma Engenharia, empresa que faz a elaboração dos trabalhos.

O Plano de Manejo é responsável pelo aprofundamento das diretrizes regulamentadas pelo Plano Diretor, por meio da integração entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

Esta foi a 1ª Reunião Pública após a oficina de integração da comunidade que ocorreu em maio deste ano. Na ocasião, autoridades e munícipes levantaram expectativas, definição e espacialização das potencialidades, deficiências da região e hierarquização das questões discutidas.

A equipe da Ferma Engenharia, formada por geólogos, arquitetos, biólogos, entre outros profissionais, explanaram os resultados parciais das pesquisas feitas na APA Embu Verde sobre os aspectos Físicos (clima, relevo, recursos hídricos e solo), Socioeconômicos (uso de ocupação do solo, infraestrutura e mobilidade, dinâmica populacional e condições de vida) e Biológicos (fauna, flora, cursos d´água e resíduos).  

A APA Embu Verde ocupa uma área de 15,7 km² do município, em uma região que abriga importantes fragmentos da Mata Atlântica, com grande biodiversidade e com a presença de animais. A população de lá, segundo dados do IBGE de 2010, é de 8.527 habitantes.

Estavam presentes membros do Conselho Gestor, os secretários municipais Gera Juncal (Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), Valdir Barbosa (Turismo) e Ricardo Simi (adjunto da Amlurb), o coordenador da Defesa Civil, Paulo Brandão, o presidente da Acise, Hillman Albrecht, membros da sociedade civil e servidores públicos.

Resumo do diagnóstico

No território da APA Embu Verde foram apontados dois tipos de Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS 1 e ZEIS 2), predomínio de propriedades particulares (sítios, casas etc.), áreas urbanas consolidadas, habitações de baixa renda, terrenos vazios, três tipos de vias (locais, coletoras e arteriais), carência de passeios a pedestres, demanda por distribuição de transporte coletivo, predominância do uso de carros, demanda por equipamentos de saúde e educação, necessidade de coleta de esgoto, existência de corredores empresariais, predominância da atividade de prestação de serviços sobre indústrias, crescimento das atividades de comércio, indústria e exploração de minério e prática da agricultura familiar.

Com relação ao meio ambiente, entre outros apontamentos, há uma vegetação em estágios inicial e médio de regeneração florestal e o levantamento mostrou a existência de 56 espécies de plantas vasculares (que possuem tecidos que permitem a condução de água, sais minerais e substâncias através do vegetal), com algumas em extinção, como o palmito e a araucária.

Entre as espécies de animais, foram detectados vestígios de 5 mamíferos, 17 aves e 9 répteis e anfíbios e, ainda, conforme indicação de dados secundários, as quantidades destas espécies são de 19, 119 e 35, respectivamente.   

O relatório do diagnóstico será concluído este ano, antes de seguir para as próximas etapas, que serão a “Definição do Zoneamento Ambiental”, a “Proposição dos Programas de Gestão” e a “Finalização do Plano de Manejo”, previstos para o primeiro semestre de 2015.



Fotos: Paloma Bassin