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Vacinação Anti-rábica

Segundo o Instituto Pasteur, o município de Embu conta com uma população mínima de 35.097 cães e 9.834 gatos. O município tem de atingir uma meta mínima de 85% desta população animal, ou seja, terá que vacinar mais de 40.000 animais. A maior dificuldade que o pessoal da Vigilância em Saúde encontra é a imunização dos gatos, isso em função de vários fatores, dentre eles a falta de sensibilização dos proprietários desta espécie de animal.

O gato vem assumindo um papel muito importante na cadeia de transmissão da raiva, fato este comprovado pelos últimos casos de raiva humana no estado de São Paulo. O instinto do felino (gato) é de predador, por isso continua caçando mesmo em ambiente doméstico, e o morcego é uma de suas presas, e neste momento o gato se contamina com o vírus da doença.

A Raiva é uma doença que ocorre nos mamíferos (cães, gatos, bois, cavalos, ovelhas, cabritos, morcegos, etc) e pode ser transmitida aos homens sendo mortal, pois afeta o sistema nervoso. A transmissão ocorre quando o vírus causador da raiva, que está presente na saliva do animal infectado, penetra no organismo do homem através de mordedura ou lambedura.

Até o ano de 2004, no Brasil o principal transmissor da raiva ao homem era o cão. Mas, segundo a Fundação Nacional de Saúde o morcego assumiu o primeiro lugar após alguns surtos epidêmicos na região norte do país. O morcego é o único mamífero que pode voar e, assim, saem à procura de alimentos ao entardecer e à noite. Normalmente, estão associados a símbolos de terror, mistério e crenças, mas possuem um importante papel na natureza, dispersando sementes, polinizando flores e controlando insetos.

Existem os morcegos que se alimentam de sangue, mas nas cidades os morcegos mais comuns são aqueles que se alimentam de insetos e plantas, isto devido à grande oferta de alimento e abrigo (edificações sem conservações e com falhas de construção criando "Cavernas artificiais"). Todas as espécies de morcegos podem transmitir a raiva, sendo assim nunca devemos tentar capturá-los. Lembre-se que morcegos com alterações de hábitos e comportamento, tais como voar durante o dia e encontrados paralisados e/ou doentes, NUNCA DEVEM SER MANIPULADOS. Neste caso, a Equipe do Centro de Controle de Zoonoses – CCZ - Secretaria de Saúde deve ser imediatamente avisada para que este animal seja encaminhado para exame laboratorial. Tendo em vista que os morcegos hematófagos que se alimentam de sangue de bois, cavalos, ovelhas, entre outras espécies, transmitem a raiva para estes animais, é também recomendada a vacinação destes animais de produção.

O Centro de Controle de Zoonoses de Embu informa que o ciclo da raiva em cães e gatos está controlado no Estado de São Paulo, mas ainda existe o risco de contaminação pelo vírus da Raiva através dos morcegos, que podem entrar em contato com cães e gatos dando início a uma epidemia de Raiva.

No Brasil, no período de 1986 a 2005, foram registradas 743 mortes humanas por raiva. Desde junho de 2005, vem ocorrendo um surto de raiva humana no estado do Pará, onde já morreram mais de 20 pessoas e, mais recentemente, no estado do Maranhão, matando 23 pessoas.

O Centro de Controle de Zoonoses, instalado no bairro de Itatuba, tem vacina para cães e gatos durante todo o ano. Aqueles animais que por algum motivo não puderam ser vacinados durante a campanha podem receber a vacina a qualquer momento no CCZ de Embu. O Centro de Controle de Zoonoses fica na Estrada Velha de Cotia, 336 – Itatuba – Tel. 4704.3673.

As ações de controle da raiva são:

  1. Campanha Anual de Vacinação de Cães e Gatos, em 2006 foram vacinados cerca de 35.000 animais.
  2. Controle de Animal com captura e observação de animais agressores.
  3. Promoção da Posse Responsável de cães e gatos e seu controle populacional.
  4. Encaminhamento de material biológico para exames laboratoriais, oriundo de animais suspeitos de serem portadores de raiva.
  5. Vigilância dos agravos ocorridos onde estejam envolvidos morcegos, com orientação do seu manejo.
  6. Vigilância dos agravos ocorridos onde estejam envolvidos mamíferos silvestres (macacos, sagüis, felinos silvestres, etc.).
  7. Ações educativas e preventivas no estímulo à vacinação de herbívoros (bois, vacas, cavalos, cabras, ovelhas, etc.).

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